O amor nem sempre é à primeira vista


Nos dias que correm, tudo tem de acontecer no imediato, reina o já, o agora, o intensamente, etc. 

E o amor não foge à regra, muitas pessoas estão à espera daquela pessoa que chega e "parte a loiça toda" em 3 tempos! 

Tem de ser grandioso, imediato, sentir-se borboletas na barriga e fogo de artifício logo no primeiro contacto, caso contrário é porque não vale a pena. 

De facto o amor não se força, simplesmente acontece, mas será que essas paixões bombásticas acontecem com frequência? E se acontecem, costumam ter futuro? 

Obviamente não estou a dizer que não acontecem, bem como não posso em consciência afirmar que quando ocorrem não têm futuro, mas olhem à vossa volta... 

Já viram não é? 

A verdade é que não faltam exemplos de casais super felizes que não se apaixonaram no imediato, alguns até conviveram bastante tempo noutro contexto e nunca tal lhes tinha passado pela cabeça, até que aconteceu!

Mas constato também, que existe mais gente do que eu julgava, para quem o amor nem acontece de todo!

Pessoas que por motivos vários do seu passado, têm o "botão" do amor no off?

E se estiver off não de uma forma natural, mas sim porque inconscientemente não permitimos que passe a on?

E se estivermos off e à espera das borboletas com fogo de artificio, confetes e tudo o mais, mas afinal o caminho não for por aí?

O que acontece se sem percebermos, no fundo estivermos à espera das borboletas fortes, porque na realidade só nos deixamos ir nos casos em que sabemos que não tem futuro, que só gostamos do impossível, imaginamos que o lobo mau vai ser dócil, ou que a bruxa má não nos vai cozer no caldeirão... e no entanto é o que acontece sempre, e como é o que procuramos, o universo oferece! 

Quantos(as) têm uma personalidade enviesada no amor, colocando-se a jeito para, ou estando estranhamente viciados(as) em colecionar lobos maus ou bruxas más? 

Quantas vezes já ouviram alguém dizer que encontrou a pessoa certa no timing errado? Estranho isso, não é? Se era a pessoa certa está-se sempre a tempo, ou não? Ou afinal não era a pessoa certa? Pior: será que de facto queremos uma pessoa certa na nossa vida? 

O que acontece se pensamos que só o que chega forte e de rompante é que é bom, quando afinal existem sentimentos fortes que não causam tremores de terra, mas que trazem na bagagem uma felicidade extrema e segura a médio/longo prazo?

Perdemos uma oportunidade de ouro em troca de ficar à espera de borboletas na barriga com prazo de validade curto?

Quantos de nós estarão em alguma destas situações? 

Não tenho respostas, mas achei interessante fazer este exercício, pode ser que sirva para abanar consciências! 

Sim, incluindo a minha... 

2 comentários:

  1. Olá amigo! O Amor...tanto se podia dizer e tanto ainda por descobrir.

    O que eu sei - da experiência que tenho nestes curtos anos de vida - é que o Amor é uma montanha russa, com altos e baixos. Se for forte, aguenta os momentos piores.

    As pessoas procuram o imediato, a paixão, a loucura...mas acho que a paixão não é Amor, pode despoletá-lo mas não o substitui.

    Depois penso que a idade e a maturidade nos fazem querer ter um Amor-amigo em vez de um Amor-arrebatador, porque tudo o que é extremo pode levar à ruptura (das relações e até da própria pessoa).

    Mas isto sou eu a divagar...

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    1. E divagas bem Sofia :)
      Concordo integralmente com o que escreveste, beijinhos.

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