Eleições Legislativas 2015

Estamos novamente em ano de eleições legislativas e aparentemente será mais um filme repetido, um filme onde a malta anda insatisfeita, mas na hora da verdade votam nos cinco do costume, ou não votam em ninguém!

Analisando rapidamente os cinco partidos com assento parlamentar, temos como governantes do destino deste país desde as eleições constituintes de 1975: o PS, o PSD e o CDS-PP, assim e sem mais delongas, por mais que nos queiram fazer convencer do contrário, a culpa do estado miserável a que chegou a nação é principalmente destas três forças políticas, bem sei que o PS diz que a culpa é do PSD, o PSD diz que é do PS e o CDS também diz que é do PS, ou do PSD, ou até do PS e do PSD (depende se estão em alguma coligação no ano que lhe dirigirem a pergunta).

Os três têm ainda em comum algumas histórias mal contadas com banqueiros, negócios estranhos e outras coisas muito podres.

Os restantes são a CDU e o BE, nunca fizeram parte de um governo eleito democraticamente e têm o mérito de ir chateando os três tubarões descritos no parágrafo anterior, no entanto e embora pareçam ser uns gajos porreiros para fazer umas sardinhadas e ouvir umas anedotas, têm na minha opinião o péssimo hábito de apregoar revoltados e convictos que temos de acabar com os ricos... quando na realidade temos de acabar com os pobres!

Obviamente a maioria do que escrevi acima é em sentido figurado, mas penso que de uma forma simples e despreocupada, com uma ou outra parvoíce pelo meio, terei conseguido passar a ideia base.

Neste ponto surge a pergunta importante: quem é a malta que vota neles? Como podemos descrever os eleitores típicos?

Resumidamente:

Temos os adeptos ferrenhos, malta que transporta a irracionalidade de ser de um determinado clube de futebol para o campo da política, votam sempre no mesmo porque são adeptos desse partido. Para estes o dia das eleições é como um dia de jogo, fica-se à espera do resultado final e se o partido em que votou ganhar, saem à rua aos pulos, gritam, buzinam, etc.

Muito comuns são também os pêndulos de relógio, votam num quando estão no tic, depois votam noutro quando estão no tac, e assim vão alternando ao longo dos anos com o seu voto tic tac (leia-se PS e PSD).

A cereja no topo do bolo, são no meu entender os eleitores que optam pela abstenção, ou no voto útil, explico-me:

Quem se abstém só porque sim, anula-se, tanto lhe faz, esteja lá quem os outros elejam, para ele é igual. Minto, na realidade não é bem igual pois muitos reclamam, reclamam sempre, mas fazem muito pouco ou nada para mudar. No seu (pequeno) entender, luta política resume-se a partilhar no Facebook alguns posts com o que está mal, mandar uns bitaites numa conversa de circunstancia, ou no máximo descer uma avenida numa qualquer manifestação porque lhe foram ao bolso.

Mas existe quem opte pela abstenção como forma de protesto, isto é talvez o mais tolo a fazer, já que só os votos válidos contam para a percentagem que origina a distribuição dos assentos parlamentares, ou seja, o seu protesto é colocado num campeonato à parte, contabilizam uma parcela muito alta de gente, mas na prática... esse protesto vale zero e não incomoda ninguém.

Por fim, temos as pessoas que mesmo não concordando com o partido em quem votam, optam pelo voto útil por forma a não ir para lá outro que consideram pior... asneira! Já se deram conta que as eleições se transformaram em campanhas de marketing muito bem planeadas? Essa história do voto útil é tolice, esse voto é de facto útil, mas só para a força política que o conseguiu convencer de que o seu voto quando direcionado para um partido político mais pequeno não serve de nada, fizeram-no acreditar que esse voto é como uma gota de água que se perde e é desperdiçada, no entanto muitas gotas formam um oceano!

E se os 41,1% dos eleitores portugueses que se abstiveram em 2011 votassem, como seria? Se pensassem pela própria cabeça? E se pelo menos metade dessa abstenção fosse para outros partidos políticos que não têm assento parlamentar?

Isso por si só chateava quem lá está, vinha baralhar as contas e era deliciosamente incomodo, principalmente se não existir uma maioria absoluta, já pensou nisso?

Mas votar em quem?

Eu sei em quem vou votar, no entanto e mantendo-me completamente imparcial, apresento de seguida alguns partidos políticos sobre os quais pode (e deve) procurar informação mais detalhada, e até quem sabe, decidir votar num deles.

Excluí logo à partida os que são notoriamente de extrema esquerda ou de extrema direita, bem como os que me pareceram com propensão para tal, para além destes, excluí também os que me apeteceu e sem nenhum motivo em particular (de referir que o artigo de opinião é meu) e excluí assumidamente o partido fundado pelo Dr. António Marinho e Pinto, só porque não gosto da sua forma de estar/fazer política.

Apresento os referidos por ordem alfabética, tendo o cuidado serem exemplos com ideologias diferentes (de esquerda, de direita, mais ao centro e até ecológicos)... pense nisso e vote, vote mesmo...



Nota: não tenho como objetivo divulgar o Laudas Avulso com este texto, mas se concorda comigo passe a ideia de que é importante os descontentes votarem num partido sem assento parlamentar. Para tal escreva um texto seu com o mesmo objetivo e publique-o, caso não goste de escrever partilhe este e/ou outros textos que defendem o mesmo, faça crescer esta ideia!

Nota dois: é óbvio que existem muitas pessoas honestas e trabalhadoras em todos os partidos, conheço algumas (anónimas para a maioria), este texto não tem nada de pessoal.


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