Tratamento para momentos em catadupa


Sereno por fora, tempestuoso por dentro.
Não tens nada de bom para dizer? Então cala-te!
Calou-se, mas manteve o pensamento galopante e sem rumo.
O perigo para quem não tem objetivos, é qualquer rumo servir.

E se o rumo não for um qualquer? E se aquele rumo especifico não é um rumo, mas sim o rumo?
Rotinas, projetos, frustrações, exames, incertezas, médicos, resultados, ansiedades, sonhos, análises, sorrisos por fora, lágrimas por dentro…

Stop!

Podem os pensamentos ser realidades que influenciam a realidade palpável?
Mudança, esforço, tentativa, erro, caminha novamente, ainda não é capaz.
Desmorona, desmorona-se, magoa-se, esfrega os olhos, percebeu bem?
Tenta de novo, mas desta vez é aleijado a sério.

Trava a fundo, lentamente faz marcha atrás!
Só um metro, olha para um lado, olha para o outro.
Relativiza, observa de outro ângulo.

Dá conta que a renúncia não só é um caminho válido, como por vezes é o caminho mais importante.
Dói. Mas decide renunciar e com isso traça de imediato um rumo.
Lambe as feridas e continua.

É o melhor a fazer.

Abrem a porta, hoje é uma médica gorda, cara gordurosa, sorriso forçado.
Estende-lhe o copo, bebe de um trago.
Ainda consegue ouvir a porta a bater e o som das chaves a trancá-lo antes de cair no sono.

Que alivio, o sono sabe-lhe à vida e a sua vida são os sonhos… lá respira e é feliz!


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