22/07/2016

Carta de apresentação do futuro


Caro(a) recrutador(a),

Eu sou o Pokemon raro e útil que falta na sua empresa, pegue já na sua pokebola recrutadora e apanhe-me rápido!

#PokemonGO #CurriculumVitae #CV #CartaApresentação #Disparate #SealySeason

08/07/2016

Fernando Santos aliviado!


Exclusivo Laudas Avulso:

Fernando Santos suspirou de alívio quando percebeu que Portugal não defronta a Alemanha na final do Euro 2016.

O enviado especial do Laudas Avulso em França, ao aperceber-se deste facto, questionou de imediato o selecionador nacional se achava a França uma equipa mais acessível, ao que o mesmo respondeu:

"Não, na realidade até acho a França uma equipa muito difícil, mas prefiro apertar a mão ao selecionador Francês".


05/07/2016

O psiquiatra


O dia tinha sido longo e no entanto tinha mais um paciente para ver!

Hoje estava especialmente cansado, na verdade estava farto, parecia que era psiquiatra desde sempre, mas rapidamente tentou afastar esses pensamentos da sua mente. Não conhecia este paciente, era a primeira consulta, pelo que não fazia ideia do que o esperava.

Ligou para a extensão da assistente e ao ouvir a sua voz questionou – O senhor está na sala de espera? – A resposta foi positiva – então faça-me o favor de lhe indicar o gabinete onde estou, obrigado – desligou e ficou a aguardar.

Encontrava-se aproximadamente há 20 minutos da sala de espera, era a primeira vez que recorria a algo desta natureza, mas tinha fé em Deus, tudo iria correr bem, percorria mentalmente os motivos que o levaram ali, até que a senhora que o tinha recebido na clínica surgiu na sala, piscou-lhe o olho e sorridente dirigiu-lhe a palavra – Pode-me acompanhar? O doutor aguarda-o.

Sorriu também, levantou-se e seguiu-a por um pequeno corredor, até que ela parou em frente a uma porta e bateu levemente – Entre! – ouviu-se lá de dentro.

A senhora fez-lhe o gesto para entrar e regressou por onde tinham vindo, já ele abriu a porta lentamente enquanto diz – O doutor dá licença?

– Faz favor! – ao entrar já vinha na sua direção um homem bem vestido, sem bata de médico, com um sorriso franco e aberto, estendendo a mão para o cumprimentar – muito boa tarde, faz favor de se sentar.

Assim fez e ficou a observar o médico a sentar-se também, aguardava com expectativa o que viria a seguir e não foi preciso esperar muito!

– Meu caro, antes de entrarmos no assunto que o terá feito vir cá, informo que esta primeira consulta é apenas para o conhecer e perceber porque cá veio, ok? – ele anuiu com a cabeça e o médico continuou – De acordo com o que me contar, logo lhe indico se na minha opinião é tema para psiquiatria e qual a abordagem médica a fazer, concorda? – mais uma vez o paciente indicou que sim com a cabeça, pelo que o doutor prosseguiu – então, o que o trás por cá?

Tinha tudo bem ensaiado, tossiu como que para aclarar a voz, começando a falar lentamente e mostrando-se nervoso – Doutor, eu… bom, eu tenho medo de estar com alguma patologia mental grave! – parou para pensar como continuar o discurso ao mesmo tempo que observava o médico, este mantinha-se com um ar simpático a aguardar – eu, bom… eu, na verdade eu tenho medo de falar pois o doutor vai achar-me louco! – o médico sorriu e encorajou-o:

– Não pense nisso, caso não me conte o que o trouxe por cá, não o consigo ajudar! Pode falar sem receios, não o vou julgar em nada.

– Nesse caso – continuou – e embora seja difícil para mim, confesso-lhe que acho que estou morto! – e calou-se aguardando a reação, mas não existiu qualquer reação física, e como se manteve calado o médico motivou-o a continuar:

– E o que o leva a pensar que está morto?

– Porque eu recordo-me, ou melhor, caso não seja imaginação minha, julgo recordar-me da minha vida completamente diferente do que ela é agora: lembro-me da minha família, do meu emprego, dos meus amigos, dos locais que frequentava, mas desde há bastante tempo que me encontro nesta cidade, a qual não conheço, não me lembro como vim cá parar, não tenho nada para fazer, não conheço ninguém, nada me é familiar… tenho sofrido muito e como recentemente vi esta clínica psiquiátrica, decidi marcar uma consulta e pedir ajuda.

O médico tentou continuar a transparecer calma, mas interiormente tinha acabado de gelar por completo com a história que aquele senhor de maneiras educadas e meigas lhe tinha acabado de contar, sentiu-se tonto, espantado, mas obrigou-se a continuar.

– E onde tem dormido desde que está nesta cidade?

– Esse é outro problema senhor doutor eu não tenho dormido, não tenho comido nem bebido nada, até porque pura e simplesmente, não tenho sono, não tenho fome, nem sede! Algo se passa de anormal, isto sou eu que morri de certeza! Não acha?

O médico sentiu-se extremamente incomodado, com o coração a bater forte como se fosse explodir, levantou-se de um ápice e contra todos os bons princípios profissionais disse nervosamente ao paciente – lamento mas não me estou a sentir muito bem, teremos de remarcar esta consulta para outro dia, peço desculpa, remarque por favor junto da assistente na receção e obviamente esta consulta não irá ser cobrada!

No entanto o paciente manteve-se calmo, sorriu docemente e com uma voz serena questionou – nunca tinha colocado essa hipótese consigo próprio pois não?

Neste momento o médico foi invadido por um sentimento de medo incontrolável, a tremer, mas com passo decidido, começou a dirigir-se para a porta enquanto dizia com o tom de voz bastante alterado – por favor saia!

Mais uma vez o paciente manteve-se sereno e sem pestanejar continuou – de todas as teorias que lhe ocorreram ao longo destes anos, nenhuma estava perto da possibilidade de ter morrido, não é doutor?!

Atónito e de olhar esbugalhado, teve ainda clareza para um último raciocínio com algum discernimento lógico – como é que ele sabe que eu passo por algo similar já há uns anos?! – pensou o médico, para logo de seguida ouvir o paciente rematar com aquilo que lhe pareceu ser uma resposta direta ao seu pensamento:

– Observámos todos os seus movimentos e temos analisado o seu estado desde que cá chegou. No presente e como já lá vai bastante tempo desde a última vez que pensou sobre o assunto, achámos necessário vir confrontar as "suas certezas" e oferecer-lhe ajuda.

– Ajuda?! – balbuciou entre dentes e ouvindo a porta do consultório a abrir-se, olhou nessa direção, verificando que entravam três pessoas, uma era a assistente que estava habituado a ver na receção da clínica, os outros dois não fazia ideia, mas todos tinham em comum um ar simpático e calmo. 

Enquanto entravam, o paciente continuou com o tom de voz tranquilo de quem sabe o que está a fazer – Sim, ajuda. Não acha que já é hora de descansar o seu íntimo, deixar de andar permanentemente preocupado e obter respostas? A época em que foi psiquiatra já lá vai, agora é a sua vez de ser ajudado. Vai aceitar?

Na verdade o doutor não sabia o que responder, confuso com toda a situação, mas embalado pelo tom de voz e com necessidade de descanso, acedeu com a cabeça – faz muito bem doutor – ouviu a assistente dizer-lhe enquanto lhe encostava um aparelho qualquer ao braço – fez a melhor escolha possível, descanse, vamos tratar de si – e sentiu-se a adormecer rapidamente, enquanto os dois homens o amparavam.


Publicado em 5.7.16 | Categoria:

01/07/2016

23/06/2016

22/06/2016

20/06/2016

Activo Bank - tenha tudo, não pague nada!


Ao longo dos anos e por motivos diversos, fui "obrigado" a ter conta em diferentes entidades bancárias, tendo gostado mais de umas do que de outras, particularmente no que diz respeito às despesas e comissões cobradas.

Em alguns casos estas eram tão complexas e rebuscadas que nem os próprios colaboradores me conseguiam explicar com clareza (!!), noutras as coisas eram mais perceptíveis e intuitivas, mas muitas vezes sem sentido para o cliente, por exemplo: comissões e despesas grátis se pagar 2 euros por mês (confesso que nunca percebi como 2 euros mensais são sinónimo de grátis).

Até que decidi procurar uma entidade bancária que me possibilitasse fazer tudo o que necessito, por menos... e encontrei, por bastante menos até, mais exatamente: por absolutamente nada!

No Activo Bank tenho:

- Uma conta em que não pago comissões;

- Um cartão de débito gratuito e sem anuidade;

- Um cartão de crédito gratuito e sem anuidade;

- Um cartão WEB que posso carregar com o valor que pretender e fazer compras online, este cartão também é gratuito e sem anuidade;

- Não pago transferências online;

- Um site de Home Banking muito simples e intuitivo;

- Uma APP para o meu Smartphone muito útil;

- Um software de gestão inserido no Home Banking que me permite verificar/controlar todas as despesas e proveitos (também isto a custo zero);

- E por fim um serviço de atendimento telefónico 5 estrelas, com um horário de atendimento bastante razoável.

Ou seja, é um banco que oferece tudo o que necessito sem me cobrar nada... e acredito que a esmagadora maioria também não necessita de mais!

Se procura de um banco e utiliza a Internet habitualmente sem qualquer dificuldade, considere esta opção, já faz algum tempo desde que me tornei cliente e confesso que estou muito satisfeito com o Activo Bank, recomendo fortemente.

Encontre-o em www.activobank.pt

Nota: este artigo foi escrito unicamente porque me apeteceu, optei por colocar publicamente a minha opinião sobre o Activo Bank e os serviços que me presta, não recebendo qualquer valor ou serviço em troca, pelo que este texto não pode ser considerado publicidade, não foi encomendado e obviamente não foi pago.


Publicado em 20.6.16 | Categoria:

17/05/2016

Resistência à mudança


O mercado de trabalho exige cada vez mais capacidade de adaptação à mudança, aprendizagem contínua e flexibilidade para desempenhar várias funções ao longo do tempo, mas curiosamente os processos de recrutamento parecem não estar a acompanhar essa exigência!

Teimamos em fazer as coisas como sempre foram feitas, sem pensar, sem inovar, sem objetivos de qualidade concretos e passiveis de serem medidos, como tal algumas das consequências estão à vista de quem dedicar cinco minutos por dia a percorrer as principais páginas de anúncios de emprego.

Salvo honrosas e raras exceções, vemos anúncios fraquíssimos, autênticos copy paste uns dos outros, imposição de balizas de idade, diferenciação de género, incontáveis empresas líderes de mercado apregoando clichés como o nosso principal valor são os recursos humanos, bem como ambientes jovens e dinâmicos com fartura.

Mas sobre isso já tive oportunidade de escrever anteriormente, o que pretendo abordar hoje é o desperdício de excelentes profissionais que não encaixam em nada e no entanto têm muito para oferecer.

Tomemos como exemplo um jovem de quarenta e poucos anos que conheço, a sua área de formação é em artes gráficas, trabalhou durante muitos anos em diversas publicações bem conhecidas no mercado, no entanto e como o mundo dos jornais e revistas tem sido bastante afetado pela Internet, foi apanhado num despedimento coletivo e ficou desempregado.

Recusou-se a cruzar os braços e trabalhou naquilo que lhe apareceu, passou por trabalhos temporários em Call Centers e auxiliar numa casa de repouso, foi administrativo numa clínica médica em substituição por licença de parto, até que conseguiu alguma estabilidade e pertence aos quadros de uma empresa onde tem a função de analista químico.

Não obstante ser um excelente profissional, dando provas de grande capacidade de adaptação, aprendizagem e flexibilidade, se decidir tentar uma nova oportunidade, qual é o seu valor no mercado de trabalho?

Infelizmente e perante o paradigma vigente, o valor é capaz de não ser grande coisa… vejamos:

  • Tem mais de 40 anos (e só por isto já está excluído em bastantes casos);
  • Na sua área de formação e mesmo com a experiência de vários anos, neste momento consideram-no desatualizado (para além de conseguirem estagiários a um custo muito reduzido);
  • Se tentar como analista químico, não tem praticamente hipótese nenhuma porque não tem formação na área, e embora com mérito, foi parar à função atual um pouco por acaso;
  • Ao candidatar-se a outros âmbitos, ou consideram-no sem experiência, sem o perfil pretendido, ou é encarado com desconfiança, já que surge a questão do motivo... o que leva uma pessoa de artes gráficas, ou um analista químico a concorrer a esta função?
É uma pescadinha de rabo na boca!

Como este caso real que descrevi existem imensos semelhantes, e com isto temos inúmeras pessoas a mentirem no seu Curriculum Vitae, omitindo uma série de informações quiçá úteis, na tentativa de apresentar o que os recrutadores querem ler.

É isto que queremos?

Se calhar é! Assim não se perde tempo, joga-se à defesa, não se pensa muito nem se sai da zona de conforto. 

Em caso de susto mete-se a cabeça na areia e espera-se que passe. É até irónico pensar que muitas vezes são as áreas de recrutamento as primeiras a apresentar tanta resistência à mudança.


Publicado em 17.5.16 | Categoria:

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