12/01/2017

O medo não me demove

Temos de lutar pela nossa felicidade, sempre!

E isto é válido tanto na vida pessoal como profissional.

Quando algo nos faz infeliz, é arregaçar as mangas e tentar resolver, dar hipóteses, falar, abrir o jogo de peito aberto e fazer tudo por tudo, é ir à luta e abdicar de algumas coisas em prol de todos.

Mas quando ainda assim, nada do que tentas resulta, o melhor será ir embora e procurar a felicidade noutras paragens.

O medo do desconhecido estará presente, mas o medo não nos pode paralisar.

O importante é ser humano para com todos e manter a consciência tranquila, o resto surge.

A vida é demasiado curta para passar por ela sem a viver verdadeiramente.

Cada um de nós tem valor, cada um de nós é bom a fazer algo, cada um de nós pode pensar pela sua cabeça sem limitações, sem medos.

Se não te valorizam, se não és feliz onde estás, se não concordas com o que te rodeia, vai à luta e muda a tua vida, seja qual for o contexto.

De que vale estares num relacionamento que não te faz feliz?

De que vale ires trabalhar todos os dias num local onde não encaixas?

O dinheiro que ganhas não vale tudo, "status" não dá felicidade, a "imagem" não é nada, pois o que conta é o que vives!

A mim o medo não me demove e nunca me dei mal com isso.


05/01/2017

Star Wars, a força está confusa!



Confesso que não acompanhei a saga de Star Wars, ou melhor, quando era miúdo vi os 3 primeiros filmes, mas fiquei-me por aí. 

Ainda assim e sem ter o objetivo de beliscar a obra de arte que os admiradores tanto defendem, ao olhar para a ordem cronológica da história, vejo-me perdido e decidi escrever de forma ligeira sobre isso mesmo, só porque me dá vontade de rir. 

Vamos ver se nos entendemos: primeiro surgiu o Start Wars, depois saiu O Império Contra Ataca e por fim O Regresso de Jedi, que em conjunto formaram uma trilogia de sucesso, no entanto, anos mais tarde constato que os filmes que vi e eram I, II e III, passaram a ser IV, V e VI, porque afinal saíram outros 3 filmes que passaram a ser I, II e III.

Sinto-me enganado, já que ao fim de uma série de anos contam-me que comecei pelo meio da história, mas adiante, mais recentemente surgiu O Despertar da Força que é o VII e em dezembro de 2016 saiu o Rogue One que ao que parece se situa entre o III e o IV!

Epá... cum camandro! Sou só eu ou isto é confuso?
Quando pensava que o Rogue One era o episódio VIII, afinal é uma espécie de III e meio.

Senhores, primeiro foi o Big Bang e só depois vieram os dinossauros...





03/12/2016

A receita da vida


Quem passa pela vida sem amar perdidamente, sem sentir aquela chama que arde sem se ver, aquele amor que arrebata e anula a razão ao ponto de por vezes não permitir pensar com clareza, oh meus amigos, quem nunca vivenciou esse sentimento, lamento, mas não viveu!

Quem não sabe o que é amar incondicionalmente (e atenção: com tudo o que o conceito “incondicional” encerra), quem nunca amou ao ponto de assumir um compromisso sério e à séria, quem nunca teve a sensação de que não existe ninguém melhor, mais bonito(a), mais confiável, mais amigo(a) do que o(a) companheiro(a) com quem partilha a vida, lamento, mas é um zombie a deambular por aí, ou melhor, na verdade é algo que não existe e não tem nome, pois nem chegou a nascer para a vida.

Se queremos viver, se queremos mesmo ser felizes, temos de dar tudo e mais um par de botas, confiar, sair da zona de conforto, passar o risco, o ponto de não retorno, partilhar sem medos ou limitações.

Todos querem viver o conto de fadas, mas poucos avançam sem reservas e ficam-se pelo querer! 

O segredo é viver num equilíbrio desequilibrado, e é só quando se dá tudo, que sem dar conta se recebe por inteiro do universo. 

No amor não há meio termo, ou vamos no máximo, ou corremos o risco de perceber que o(a) tal era aquele(a) que deixámos ir pelo simples facto de não abdicarmos da segurança aparente que criámos para nós próprios. 

Quando damos conta que amamos, o nosso eu mantém-se vivo (e é bom que assim seja), mas passamos a ser nós, o presente vive-se hoje com a estranha certeza que é para sempre (mesmo no caso de afinal não ser, é-o no coração), as concessões e o que cada um abdica, não são perdas, são ganhos, são investimentos com retorno altíssimo.

A quem tem a sorte de ter encontrado o amor: não pense, viva-o sem reservas, sem perder tempo, sem merdas... 

Amar é viver, e só a viver o amor como os poetas é que se consegue uma vida plena de poesia! 

A receita é simples: acordar, amar, viver, regar tudo com carinho e repetir, todos os dias. 

08/07/2016

Fernando Santos aliviado!


Exclusivo Laudas Avulso:

Fernando Santos suspirou de alívio quando percebeu que Portugal não defronta a Alemanha na final do Euro 2016.

O enviado especial do Laudas Avulso em França, ao aperceber-se deste facto, questionou de imediato o selecionador nacional se achava a França uma equipa mais acessível, ao que o mesmo respondeu:

"Não, na realidade até acho a França uma equipa muito difícil, mas prefiro apertar a mão ao selecionador Francês".


05/07/2016

O psiquiatra


O dia tinha sido longo e no entanto tinha mais um paciente para ver!

Hoje estava especialmente cansado, na verdade estava farto, parecia que era psiquiatra desde sempre, mas rapidamente tentou afastar esses pensamentos da sua mente. Não conhecia este paciente, era a primeira consulta, pelo que não fazia ideia do que o esperava.

Ligou para a extensão da assistente e ao ouvir a sua voz questionou – O senhor está na sala de espera? – A resposta foi positiva – então faça-me o favor de lhe indicar o gabinete onde estou, obrigado – desligou e ficou a aguardar.

Encontrava-se aproximadamente há 20 minutos da sala de espera, era a primeira vez que recorria a algo desta natureza, mas tinha fé em Deus, tudo iria correr bem, percorria mentalmente os motivos que o levaram ali, até que a senhora que o tinha recebido na clínica surgiu na sala, piscou-lhe o olho e sorridente dirigiu-lhe a palavra – Pode-me acompanhar? O doutor aguarda-o.

Sorriu também, levantou-se e seguiu-a por um pequeno corredor, até que ela parou em frente a uma porta e bateu levemente – Entre! – ouviu-se lá de dentro.

A senhora fez-lhe o gesto para entrar e regressou por onde tinham vindo, já ele abriu a porta lentamente enquanto diz – O doutor dá licença?

– Faz favor! – ao entrar já vinha na sua direção um homem bem vestido, sem bata de médico, com um sorriso franco e aberto, estendendo a mão para o cumprimentar – muito boa tarde, faz favor de se sentar.

Assim fez e ficou a observar o médico a sentar-se também, aguardava com expectativa o que viria a seguir e não foi preciso esperar muito!

– Meu caro, antes de entrarmos no assunto que o terá feito vir cá, informo que esta primeira consulta é apenas para o conhecer e perceber porque cá veio, ok? – ele anuiu com a cabeça e o médico continuou – De acordo com o que me contar, logo lhe indico se na minha opinião é tema para psiquiatria e qual a abordagem médica a fazer, concorda? – mais uma vez o paciente indicou que sim com a cabeça, pelo que o doutor prosseguiu – então, o que o trás por cá?

Tinha tudo bem ensaiado, tossiu como que para aclarar a voz, começando a falar lentamente e mostrando-se nervoso – Doutor, eu… bom, eu tenho medo de estar com alguma patologia mental grave! – parou para pensar como continuar o discurso ao mesmo tempo que observava o médico, este mantinha-se com um ar simpático a aguardar – eu, bom… eu, na verdade eu tenho medo de falar pois o doutor vai achar-me louco! – o médico sorriu e encorajou-o:

– Não pense nisso, caso não me conte o que o trouxe por cá, não o consigo ajudar! Pode falar sem receios, não o vou julgar em nada.

– Nesse caso – continuou – e embora seja difícil para mim, confesso-lhe que acho que estou morto! – e calou-se aguardando a reação, mas não existiu qualquer reação física, e como se manteve calado o médico motivou-o a continuar:

– E o que o leva a pensar que está morto?

– Porque eu recordo-me, ou melhor, caso não seja imaginação minha, julgo recordar-me da minha vida completamente diferente do que ela é agora: lembro-me da minha família, do meu emprego, dos meus amigos, dos locais que frequentava, mas desde há bastante tempo que me encontro nesta cidade, a qual não conheço, não me lembro como vim cá parar, não tenho nada para fazer, não conheço ninguém, nada me é familiar… tenho sofrido muito e como recentemente vi esta clínica psiquiátrica, decidi marcar uma consulta e pedir ajuda.

O médico tentou continuar a transparecer calma, mas interiormente tinha acabado de gelar por completo com a história que aquele senhor de maneiras educadas e meigas lhe tinha acabado de contar, sentiu-se tonto, espantado, mas obrigou-se a continuar.

– E onde tem dormido desde que está nesta cidade?

– Esse é outro problema senhor doutor eu não tenho dormido, não tenho comido nem bebido nada, até porque pura e simplesmente, não tenho sono, não tenho fome, nem sede! Algo se passa de anormal, isto sou eu que morri de certeza! Não acha?

O médico sentiu-se extremamente incomodado, com o coração a bater forte como se fosse explodir, levantou-se de um ápice e contra todos os bons princípios profissionais disse nervosamente ao paciente – lamento mas não me estou a sentir muito bem, teremos de remarcar esta consulta para outro dia, peço desculpa, remarque por favor junto da assistente na receção e obviamente esta consulta não irá ser cobrada!

No entanto o paciente manteve-se calmo, sorriu docemente e com uma voz serena questionou – nunca tinha colocado essa hipótese consigo próprio pois não?

Neste momento o médico foi invadido por um sentimento de medo incontrolável, a tremer, mas com passo decidido, começou a dirigir-se para a porta enquanto dizia com o tom de voz bastante alterado – por favor saia!

Mais uma vez o paciente manteve-se sereno e sem pestanejar continuou – de todas as teorias que lhe ocorreram ao longo destes anos, nenhuma estava perto da possibilidade de ter morrido, não é doutor?!

Atónito e de olhar esbugalhado, teve ainda clareza para um último raciocínio com algum discernimento lógico – como é que ele sabe que eu passo por algo similar já há uns anos?! – pensou o médico, para logo de seguida ouvir o paciente rematar com aquilo que lhe pareceu ser uma resposta direta ao seu pensamento:

– Observámos todos os seus movimentos e temos analisado o seu estado desde que cá chegou. No presente e como já lá vai bastante tempo desde a última vez que pensou sobre o assunto, achámos necessário vir confrontar as "suas certezas" e oferecer-lhe ajuda.

– Ajuda?! – balbuciou entre dentes e ouvindo a porta do consultório a abrir-se, olhou nessa direção, verificando que entravam três pessoas, uma era a assistente que estava habituado a ver na receção da clínica, os outros dois não fazia ideia, mas todos tinham em comum um ar simpático e calmo. 

Enquanto entravam, o paciente continuou com o tom de voz tranquilo de quem sabe o que está a fazer – Sim, ajuda. Não acha que já é hora de descansar o seu íntimo, deixar de andar permanentemente preocupado e obter respostas? A época em que foi psiquiatra já lá vai, agora é a sua vez de ser ajudado. Vai aceitar?

Na verdade o doutor não sabia o que responder, confuso com toda a situação, mas embalado pelo tom de voz e com necessidade de descanso, acedeu com a cabeça – faz muito bem doutor – ouviu a assistente dizer-lhe enquanto lhe encostava um aparelho qualquer ao braço – fez a melhor escolha possível, descanse, vamos tratar de si – e sentiu-se a adormecer rapidamente, enquanto os dois homens o amparavam.


Publicado em 5.7.16 | Categoria:

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