29/08/2017

A ilha das onze


O barqueiro desatou o nó que prendia a pequena embarcação ao cais da pobre aldeia piscatória. Enquanto o fazia reparou nas suas mãos gastas pelo tempo, pelo sal, pelo sol, pelo trabalho duro ao longo de anos a fio, já tinha perdido a conta ao número de vezes que repetiu o mesmo ritual para zarpar rumo ao mar alto.

Naquela manhã de nevoeiro sentia-se diferente, tinha sido invadido por uma nostalgia imensa, ligou o motor do seu pequeno barco envelhecido e adentrou o nevoeiro rumo à ilha deserta a poucas milhas de distância, conhecia aquele mar como poucos e sabia perfeitamente quais as zonas junto à ilha onde a sorte tinha mais probabilidades de lhe sorrir.

O mar estava calmo, envolvido pelo denso nevoeiro deixou-se embalar pelo matraquear do motor e o barulho suave que a proa vazia ao abrir caminho pelas águas geladas, não se via nada além de 2 metros em cada direcção, mas sabia bem o rumo a tomar, tinha experiência e esta guiava-o mesmo às cegas.

A nostalgia fê-lo recuar muito anos, mentalmente viu-se novamente nos cuidados de sua mãe, recordou o pai de personalidade vincada, quase austero, mas justo e com quem aprendeu a arte da pesca desde muito novo.

Desde quando fazia isto? – pensou, parecia-lhe desde sempre!

O pai, mestre na arte da pesca, morreu a trabalhar em condições que nunca chegaram a ser explicadas, um dia foi para a faina juntamente com o Ti Jaquim, seu parceiro de pesca toda a vida e nunca mais voltaram, desapareceram sem deixar rasto, nem barco, nem corpos, nem tão pouco algum artefacto da embarcação, absolutamente nada deu à costa!

Já a sua adorada mãe viveu mais uns anos, mas sempre marcada pelo luto e desgosto de ser uma viúva sem corpo para velar, sem uma explicação do sucedido.

Voltou a focar a sua atenção no escasso mar que conseguia vislumbrar à sua frente, pelos seus cálculos deveria estar quase a chegar junto à ilha, desligou o motor e o barco manteve-se a deslizar por uns momentos.

Com o motor desligado e a pequena embarcação já praticamente parada, aguçou os ouvidos em busca do som das ondas junto à costa que deveria estar bem perto e à sua frente.

No entanto não ouvia o esperado som das ondas, nem das gaivotas habitualmente em grande número naquelas paragens - raios - pensou - desta vez perdi a noção - e tinha de facto perdido a noção de espaço e tempo, já que em grande parte do caminho percorrido esteve distraído com memórias de tempos idos!

Não restava outra alternativa que não fosse deixar o nevoeiro levantar, pois não iria arriscar continuar às cegas quando tinha perdido a orientação. Calmamente esticou-se ao comprido, ficando mesmo à justa no pouco espaço disponível e embalado pelo leve balançar do mar deixou-se dormir.

Acordou com o sol a queimar-lhe a pele, quanto tempo esteve a dormir? Não fazia ideia, levantou-se e olhou em volta... inquieto constatou que não vislumbrava absolutamente nada além de mar e céu, rapidamente confirmou duas vezes em 360 graus, só a linha do horizonte, nada mais.

Olhou a posição do sol e verificou o seu relógio de pulso, 11h
irra que dormi muito tempo!

Colocou o motor a trabalhar e tomando em linha de conta a hora e a posição do sol, dirigiu o barco para terra, longe ou perto a terra firme era naquela direcção.

Passou cerca de meia hora a navegar em linha recta, era tempo demais e nada de terra à vista! – mas como foi parar tão longe? As correntes naquela zona nem sequer são fortes! – estas indagações estavam a deixá-lo nervoso – e o gasóleo deve estar quase no fim – pensou confuso, enquanto desligava o motor, abriu o depósito e espreitou lá para dentro – bastante menos de meio – tornou a fechar o depósito e sentado bebeu um pouco de água de uma das garrafas que tinha – ao menos de sede não morro.

Abriu a marmita como que para confirmar a presença de duas sandes de presunto e meia garrafa de vinho, estava cheio de fome, mas o instinto levou-o a comer só metade de uma sandes e deu dois goles generosos no vinho.

Fechou tudo novamente e a imagem do pai desaparecido veio-lhe à mente, empurrou o pensamento para longe, limpou a boca à manga da camisa e ligou novamente o motor da embarcação
o continente fica naquela direcção, tenho a certeza e a tentar convencer-se a si próprio largou rumo ao horizonte.

Aproximadamente 10 minutos depois observou uns corvos marinhos e uma mão cheia de gaivotas – graças a Deus – disse para si próprio e logo de seguida vislumbra terra no horizonte, sorriu de felicidade e continuou nessa direcção, já com um estado de espírito de alívio.

Já mais perto de terra firme repara que não reconhece a paisagem, mais do que isso, aparentemente era uma ilha e não muito grande!

– Caraças, onde estou eu? – indaga perante a ilha na sua frente, a pouca distância percebia uma florestação densa, uma serra considerável posicionada sensivelmente no centro da ilha e nada de traços de civilização.

Do seu lado esquerdo percebeu o que parecia uma enseada natural, resoluto dirigiu o barco nessa direcção.

Era uma praia em forma de ferradura, a areia protegida do mar aberto fez lembrar-lhe São Martinho do Porto embora mais pequeno, dirigiu o barco rumo à areia, desligou o motor e deixou-se ir a deslizar com o embalo, bateu levemente na margem, saltou para a areia e puxou a pequena embarcação o máximo que conseguiu, estava maré cheia, prendeu o barco a uma rocha ali à mão no meio da areia e sentiu confiança de que o barco não sairia dali
agora a maré começa a vazar e está tudo bem pensou.

Ainda tinha bastantes horas de sol, como tal lembrou-se de comer a outra metade da sandes, um pouco de vinho para aconchegar, esvaziou a mochila com tralhas de pesca e meteu lá a outra sandes, com uma garrafa de água, colocou-a às costas e partiu na direcção do ponto mais alto da ilha.

Não fazia ideia de que ilha era esta, o tempo estava anormalmente quente e a vegetação era densa, a juntar a isto não conhecia a maioria das espécies de árvores e da vegetação em geral, pássaros de cores vivas esvoaçavam de árvore em árvore, parecia uma paisagem tropical como já tinha visto num filme qualquer na televisão velha de sua casa.

Como não tinha nada que lhe servisse de catana, teve de desviar caminho várias vezes, mas sem nunca perder o objectivo de subir a serra.

Transpirava abundantemente, o calor era insuportável, já tinha bebido a água quase toda, estava cada vez mais preocupado e confuso, parou um pouco e consultou as horas, marcava 11h – pelos vistos o relógio avariou – pensou, já tinha passado imenso tempo desde a última vez que tinha visto as horas e continuava nas 11, no entanto reparou no ponteiro dos segundos e este mantinha-se em movimento – estranho – ao mesmo tempo que olhou para cima, mas a copa das árvores era demasiado densa para conseguir percepcionar a posição do sol.

Nesse ponto começa a distinguir o barulho de uma corrente de água ao longe, a sede reclamou e decidiu ir nessa direcção. Bastantes metros à frente deparou-se com uma cascata pequena mas com água abundante e um pequeno lago.

Foi directo à cascata, começou por beber água timidamente, mas com o calor abrasador avançou para debaixo da torrente fresca mesmo sem tirar as roupas e manteve-se a refrescar uns longos minutos.

Depois de encher a sua garrafa com água decidiu continuar a subida, era urgente alcançar o cimo da elevação antes de anoitecer.

Passaram aproximadamente duas horas até conseguir chegar ao cume, estava exausto, sentou-se numa saliência rochosa e enquanto descansava observou o horizonte e a ilha em todas as direcções, para onde quer que olhasse não se via nada mais do que mar e a ilha não apresentava nenhum vestígio de construções feitas pelo homem.

Encontrava-se no ponto mais alto de uma ilha não muito grande, com uma floresta densa, todo o lado norte aparentava terminar em altas falésias rochosas junto ao mar, no lado sul vislumbrava bastantes praias, a sudoeste estava a pequena enseada onde tinha desembarcado e a sudeste uma linha de costa com praia contínua.

Reparou também que um pouco a Norte de onde se encontrava existia uma elevação um pouco mais baixa do que esta onde se encontrava, deveria ter uma nascente pois via uma pequena cascata ao longe, deveria pertencer à mesma linha de água que encontrou no caminho, felizmente a ilha tinha pelo menos uma nascente de água doce.

Olhou mais uma vez as horas, continuava a marcar 11h em ponto e o ponteiro dos segundos aparentemente a funcionar normalmente, verificou a posição do sol e percebeu que deveriam ser umas 17h, estava exausto, sem ideias e com medo, olhou mais uma vez toda a linha de costa à sua volta, reparando que não muito longe de onde tinha deixado o barco existia um local sem árvores, parecia-lhe um lago com uma pequena elevação rochosa numa das margens – será que o curso de água da cascata vai ter ali? – pensou – amanhã vejo o que será aquilo, para já tenho de ver onde vou passar a noite, já não tenho tempo de ir até ao barco – mas depressa lhe ocorreu que não iria preocupar-se nem mais um minuto com isso, estava no ponto mais alto da ilha, quando a noite cair conseguirá ver alguma luz que indique civilização por perto, além disso, entrar pela floresta dentro para passar a noite não lhe agradava nadinha.

No dia seguinte teria de pescar, mas no momento decidiu comer o restante farnel e terminou o vinho também. Após esse lanche, ainda arranjou força para apanhar lenha junto às árvores mais abaixo, juntou os maiores toros que encontrou pois queria ter lume toda a noite, empilhou-os, sacou o isqueiro que tinha por hábito sempre consigo e acendeu-o enquanto o sol se punha no horizonte.

Não estava vento, logo não existia perigo de uma fogueira tão grande, mas também não estava frio, pelo que o lume servia unicamente como defesa contra animais e alerta para algum barco que passasse junto à ilha.

Esteve acordado até altas horas da madrugada, por cima da sua cabeça ficava o mais estrelado céu que já vira, mas não conhecia as estrelas, algo estava de facto muito mal explicado, já que nem o céu era igual ao que sempre conhecera.

Durante as longas horas a observar minuciosamente tudo e em todas as direcções, manteve-se sempre sem vislumbrar um único vestígio humano, nunca viu nenhuma luz na ilha, nenhum barco, nem tão pouco nenhum avião. O cansaço acabou por vencer e dormiu algumas horas.

Acordou com o dia a clarear, a fogueira ainda fumegava e o céu estava limpo, olhou o relógio mais por hábito do que com esperança de ver as horas, continuava a marcar 11h, encolheu os ombros e decidiu pôr-se a caminho de imediato, tinha muito para fazer e a sua preocupação principal no momento era não morrer à fome.

Tentou tomar o mesmo caminho que tinha feito na véspera, conseguiu chegar à cascata onde se abasteceu de água doce e aproveitou para mergulhar no pequeno lago, deixou-se relaxar um pouco enquanto secava, mas decidiu continuar pois não tinha tempo a perder, andou durante algum tempo até que finalmente chegou ao barco já cheio de fome, deixou de parte tudo o que tinha ligação à sua actividade profissional principal (apanha de mariscos e polvo) pegou em duas canas de pesca e aproveitou a maré baixa para procurar moluscos na areia.

Sem dificuldade apanhou uma quantidade considerável de uma espécie que lhe parecia ameijoa, abriu-as com mestria e ajuda do seu canivete, arrancando o molusco para servir de isco.

Pegou nas canas, iscos, anzóis e chumbos, dirigiu-se a uma zona rochosa na sua esquerda e tentou a sorte na pesca, assim esteve aproximadamente uma hora, pescou 3 peixes generosos e decidiu parar, e enquanto se dirigiu novamente para junto do seu barco algumas ideias assombraram-lhe a mente – Como pescar quando ficar sem anzóis? Como acender fogueiras depois de o isqueiro ficar sem gás? Como caçar? Quanto tempo iria ficar naquela ilha desconhecida? – obrigou-se a deixar de pensar nisso, levar um dia de cada vez era o mais saudável e fácil de gerir.


Continua - não perca o fim desta história, tem surpresas e estará disponível dentro de alguns dias.😉

Este texto não foi escrito de acordo com o novo acordo ortográfico.

Publicado em 29.8.17 | Categoria:

Como deixar um comentário?


O meu primeiro blogue foi no ano 2006, por essa altura os blogues estavam na moda (blogues a sério e não o que se vê hoje), pelo que era bastante mais fácil atrair leitores e mais fácil ainda um texto com a mínima qualidade (ou polémica), gerar uma quantidade considerável de comentários.

Falo da minha experiência pessoal, claro, no entanto quem me conhece sabe que tive uma série de blogues com temáticas diferentes, sendo que alguns chegaram a ter bastante sucesso, pelo que esta minha percepção não deverá andar muito longe da realidade.

No últimos anos a maioria das pessoas navega maioritariamente no Facebook, limitando-se a colocar likes e comentários nessa rede social, isto originou a necessidade dos autores de páginas semelhantes a esta, terem de partilhar as suas publicações em várias redes sociais, pois caso contrário ninguém vê.

No caso do Laudas Avulso até ocorre um fenómeno interessante:

Sempre que publico algo aqui, publicito em algumas redes sociais, destas, a página do Laudas Avulso no Facebook gera alguns likes e por vezes alguns comentários, mas quando partilho essa publicação na minha conta pessoal do Facebook, aí sim, o número de likes e comentários costuma ser muito superior!

Nada contra, no entanto e para meu espanto, regularmente recebo mensagens privadas de pessoas diferentes, a indicar que tentaram comentar uma determinada publicação aqui, mas que não conseguiram, umas dizem que dá erro, outras que é necessário estarem registadas.

Ao inicio pensei que fosse alguma incidência na página, mas depois de inúmeros testes com a valiosa colaboração de alguns amigos(as) a utilizar sistemas operativos e browsers diferentes, penso que a dificuldade se prende com o sistema de comentários não ser igual ao que a maioria das pessoas está habituada.

Assim, e para quem tiver interesse, deixo um pequeno passo a passo.

No fim de cada publicação, encontra a possibilidade de comentar:

 

Para tal, basta escrever o seu comentário no espaço reservado para esse efeito, mas de seguida não basta premir no botão Publicar, pois nesse caso recebem esta mensagem de aviso:

 

Então o que fazer?

É simples, basta seleccionar uma opção em Comentar como:

 

E escolher a opção adequada para si:
 

Explico as 3 opções mais utilizadas e que fará mais sentido à maioria:

  • Conta do Google - Se quiser publicar um comentário com o seu perfil do Gmail, basta escolher esta opção e inserir o utilizador e password tal e qual estivesse a aceder à sua conta Google;
  • Nome/URL - Se prefere não comentar com o seu perfil do Google, basta escolher esta opção, e colocar o seu nome (deixando o campo URL vazio), no entanto, se tem uma página na Internet, coloque o seu nome e o URL da página, assim quando comenta o seu nome é ao mesmo tempo um link para a sua página;
  • Anónimo - Caso prefira deixar um comentário anónimo, escolha esta opção e está feito.
Por fim, convido a que explore as diferentes categorias desta página, leia dois ou três textos e deixe pelo menos um comentário.

Publicado em 29.8.17 | Categoria:

28/08/2017

Não tenho nada para vender, mas aceito pagamentos!


Existem uma série de produtos e/ou serviços à venda que são inúteis. Existem também aqueles que são ilegais (como por exemplo drogas) e os que são uma fraude descarada dignos de policia (leitura de cartas, horóscopos, etc.).

Já eu, não tenho nenhum serviço ou produto para vos apresentar, no entanto, como não sou menos que ninguém e a vida custa a todos, aceito pagamentos!


  • Imagine que apanha uma grande bebedeira, calha ler este texto e nesse momento surge-lhe a ideia genial de me fazer uma transferência;
  • Ou é um dos felizes contemplados com um prémio chorudo no Euromilhões, e tem a excelente ideia de partilhar uma pequena percentagem comigo;
  • Quem sabe, uma pessoa que até gosta dos textos de ficção que por vezes escrevo e só para ver a minha cara de surpresa (prometo que tiro uma fotografia e faço uma publicação nova), decide brindar-me com um valor monetário; 
  • Quer porque quer, ver-se livre de uns euros a mais que o(a) estão a incomodar;
  • Entre outros cenários brilhantes, possíveis e vá... estúpidos! 
Agora já pode! Passo a explicar:

No menu situado do lado direito desta página, ou em alternativa, no final deste texto, basta premir no botão "doar" e resolver isso, garanto que trato muito bem dos euros que me endereçar.

Pode utilizar qualquer cartão de débito, crédito, ou o sistema PayPal, e como prova de que sou uma pessoa espectacular, honesta e integra, em troca passo factura!



p.s. este texto está na categoria "Parvoíces", mas é tudo real e o botão funciona mesmo, ora experimente!


27/08/2017

Amor e intimidade!


Amor. Tema maior, tantas e tantas vezes abordado por grandes autores ao longo dos séculos!

No passado e no presente, o que não faltam são histórias de amor em livros, peças de teatro, filmes e séries, sendo fácil em qualquer destes contextos, encontrar narrações onde o lado fofinho do amor nos deixa a suspirar com casais a apaixonarem-se, a casarem, a viverem felizes para sempre, enfim, a fazer o comum dos mortais sonhar.

No entanto dei conta que no tema amor, as histórias que queiram dar um passo em frente e abordar a verdadeira intimidade, abrindo portas para um novo patamar de histórias fofinhas, terão de explorar outra realidade que tem sido ostensivamente ignorada!!

Pensem comigo:

Qual é o maior grau de intimidade entre um casal que se ama verdadeiramente?

Será andarem de mão dada? Serão beijos? Sexo?

Nada disso... dei largas à minha faceta de filósofo, e depois de muito pensar sobre tão profundo tema, cheguei à conclusão que o maior grau de intimidade são as bufas!

Assim, questiono os grandes autores do mundo inteiro:

Para quando uma obra prima de amor fofinho que inclua bufas?



30/05/2017

Waze - excelente GPS para smartphone


Nos dia que correm já não faz sentido comprar um GPS e ainda por cima ter de pagar as atualizações, bem como não ter acesso a informação em tempo real, por exemplo acidentes, trânsito, informação sobre obras, policia, etc.

Assim, apresento-vos o Waze, um GPS gratuito para o seu smartphone, onde todos os utilizadores colaboram uns com os outros em tempo real!

Testei-o diariamente durante os últimos 2 meses e estou muito bem impressionado!


À primeira vista parece um GPS normal, no entanto funciona muito melhor do que todos os que eu tinha experimentado até agora, vejamos:

Quando colocamos o destino, o Waze dá-nos várias hipóteses de rotas, informando o transito que está em cada uma dessas rotas, o tempo estimado para chegar ao destino e se existe portagens. Escolhemos a rota que pretendemos e iniciamos a viagem. 

Desde já chamo a atenção para a excelente qualidade da voz e instruções em Português, no entanto as vantagens do Waze não se ficam por aqui, pois o condutor vai sendo avisado em tempo real se existe policia mais à frente, radares, acidentes, engarrafamentos, alterando (quando possível) a rota por forma a pouparmos tempo!

Possibilita também que o utilizador ajude outros condutores com o Waze, permitindo que você marque se em determinado local existe um obstáculo, policia, obras, ou o que seja, e assim os condutores vão-se ajudando uns aos outros.


Na minha opinião só tem um ponto negativo digno desse nome: gasta bateria como se não houvesse amanhã!

Para me precaver, comprei um suporte íman e sempre que utilizo o Waze, ligo o carregador USB (para os veículos que não tenham disponível uma entrada USB, pode adquirir um com adaptador ao isqueiro do carro).





Fica a sugestão, instalem o Waze no vosso smartphone, é mesmo muito bom!

Pontos fortes da app:

  • Mapas sempre atualizados (incluindo estradas que estejam temporariamente cortadas devido a obras);
  • Informação de trânsito, acidentes, policia, radares e outros perigos em tempo real;
  • Possibilidade de integrar o Waze com os eventos do Facebook, por outras palavras, em lugar de escrever a morada, escolhe o evento e o Waze leva-o até ao local definido no mesmo;
  • Mapas gratuitos de imensos países do mundo.
Pontos fracos da app:
  • Gasta imensa bateria do smartphone;
  • Existe quem não goste de não ser sempre avisado dos radares (só emite aviso sonoro se for em excesso de velocidade);
  • Até ao momento não permite colocar destino através de coordenadas GPS.
Importante: mesmo que saiba o caminho, use o Wase, é útil para fugir ao trânsito... e não estranhe se ele o desviar para um trajeto que não estava à espera, confie, está a ir pelo caminho mais rápido, de acordo com as informações atualizadas de acidentes, trânsito, etc. 


Publicado em 30.5.17 | Categoria:

12/05/2017

O amor nem sempre é à primeira vista


Nos dias que correm, tudo tem de acontecer no imediato, reina o já, o agora, o intensamente, etc. 

E o amor não foge à regra, muitas pessoas estão à espera daquela pessoa que chega e "parte a loiça toda" em 3 tempos! 

Tem de ser grandioso, imediato, sentir-se borboletas na barriga e fogo de artifício logo no primeiro contacto, caso contrário é porque não vale a pena. 

De facto o amor não se força, simplesmente acontece, mas será que essas paixões bombásticas acontecem com frequência? E se acontecem, costumam ter futuro? 

Obviamente não estou a dizer que não acontecem, bem como não posso em consciência afirmar que quando ocorrem não têm futuro, mas olhem à vossa volta... 

Já viram não é? 

A verdade é que não faltam exemplos de casais super felizes que não se apaixonaram no imediato, alguns até conviveram bastante tempo noutro contexto e nunca tal lhes tinha passado pela cabeça, até que aconteceu!

Mas constato também, que existe mais gente do que eu julgava, para quem o amor nem acontece de todo!

Pessoas que por motivos vários do seu passado, têm o "botão" do amor no off?

E se estiver off não de uma forma natural, mas sim porque inconscientemente não permitimos que passe a on?

E se estivermos off e à espera das borboletas com fogo de artificio, confetes e tudo o mais, mas afinal o caminho não for por aí?

O que acontece se sem percebermos, no fundo estivermos à espera das borboletas fortes, porque na realidade só nos deixamos ir nos casos em que sabemos que não tem futuro, que só gostamos do impossível, imaginamos que o lobo mau vai ser dócil, ou que a bruxa má não nos vai cozer no caldeirão... e no entanto é o que acontece sempre, e como é o que procuramos, o universo oferece! 

Quantos(as) têm uma personalidade enviesada no amor, colocando-se a jeito para, ou estando estranhamente viciados(as) em colecionar lobos maus ou bruxas más? 

Quantas vezes já ouviram alguém dizer que encontrou a pessoa certa no timing errado? Estranho isso, não é? Se era a pessoa certa está-se sempre a tempo, ou não? Ou afinal não era a pessoa certa? Pior: será que de facto queremos uma pessoa certa na nossa vida? 

O que acontece se pensamos que só o que chega forte e de rompante é que é bom, quando afinal existem sentimentos fortes que não causam tremores de terra, mas que trazem na bagagem uma felicidade extrema e segura a médio/longo prazo?

Perdemos uma oportunidade de ouro em troca de ficar à espera de borboletas na barriga com prazo de validade curto?

Quantos de nós estarão em alguma destas situações? 

Não tenho respostas, mas achei interessante fazer este exercício, pode ser que sirva para abanar consciências! 

Sim, incluindo a minha... 

09/05/2017

Amar também é isso


Quem nunca amou sem ser correspondido, possivelmente tem falta de uma experiência magnifica na sua vida! 

A ver se me explico:

Quando duas pessoas se apaixonam uma pela outra é fantástico, o amor correspondido cria fogo de artifício, sorrisos tolos, cumplicidade, o dar, o dar-se, o descobrir, o partilhar, apoiar... enfim, é lindo. 

No entanto, quando o amor que se sente por alguém não é correspondido da mesma forma, ao contrário de sofrimento, deveria ser encarado com alegria. 

Imagino que por esta altura muitos dos que me lêem devem estar a pensar que estou doido, mas não, reparem:

A pessoa que não sente o mesmo não tem culpa, o amor simplesmente acontece, não se força, e desde que a pessoa não se aproveite disso (pois por vezes existe quem não queira, mas também não deixa de dar esperança porque lhe sabe bem ter um(a) admirador(a) na mão), é uma excelente oportunidade de criar laços incríveis. 

Mais: como por certo todos concordam, existem vários tipos de amor (amor pelos filhos, pelos pais, amigos, etc), ora se por vezes se tem amor por um(a) amigo(a) tão forte como se fosse família (e até mais), porque não aproveitar o amor não correspondido para o mesmo? 

Pessoalmente não entendo quem se afasta de alguém porque ama e não é correspondido, caramba! 

Se não ama da mesma forma que tu, mas gosta de ti, aproveita(!), o amor não correspondido sublima-se e transforma-se em algo igualmente grandioso, mas noutro estado que não uma relação amorosa convencional. 

Amar também é isso, dar tudo, mesmo sabendo que o retorno não é aquilo que desejarias num primeiro momento, no entanto, pode ser tão bom! 

Quem ama afastar-se? Nem pensar! Mas isso sou eu que sou um idealista... 


Publicado em 9.5.17 | Categoria:

04/05/2017

4 de maio


Fiquei a saber acidentalmente que o dia 4 de maio tem mais do que parece à primeira vista!

Querem ver?

Por exemplo:


Foi no dia 4 de maio que a Alice desceu pelo buraco do coelho e foi parar ao país das maravilhas!

Mais:


O dia 4 de maio é o dia Internacional da saga Star Wars!

E por fim... foi no dia 4 de maio que nasceu o autor do Laudas Avulso!

Isto são só coisas estranhas a acontecer neste dia...






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